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História do Tiro de Laço



O tradicionalista e narrador NILSON HOFFMANN, lá de Vacaria, me abasteceu com importantes informações a respeito do inicio das provas do “tiro de laço” que resultaram nos atuais rodeios crioulos. Vejam o texto:
“Depois de iniciado o Tiro de Laço como disputa, apareceu um problema na competição, chamado João Ferreira. Índio velho criado na serra dos Gregórios, Pinhal da Serra, na época, tudo Vacaria. Acostumado a laçar porco alçado e terneiro doente na serra, ou campo de terreno dobrado em curto espaço, ou como se diz nos campos de cima da serra, uma armada de serviço que não podia errar. A sua armada era pequena mas de muita garantia. Se ele já laçava bem no terreno dobrado, imagine o que seria no campo aberto.
Precisavam, os laçadores, arrumar um meio de fazer o Sr. João Ferreira não ter tantas armadas certeiras ou que dificultasse o seu tiro de laço. Assim decidiram de comum acordo aumentar a armada para uma medida fixa de oito metros, no mínimo, com quatro rodilhas e não podia levantar o laço antes dos trinta metros, e devia passar laçado no fim dos cem metros, mediadas marcadas com bandeiras.
Dificultaram a armada e inventaram o regulamento do laço, que permaneceu por muitos anos, no qual ainda hoje se sustenta quase na sua totalidade.
O dito regulamento foi escrito por Jonhy e João Lino Guagnini, por terem excelente caligrafia. Foi apresentado junto com a ata de fundação do quadro de laçadores Manoel Galvão dos Santos, em 1952, conforme registros fotográficos.
O mesmo quadro de laçadores, mais tarde, com dez integrantes, passou a chamar-se Tronco do Umbu. Seus componentes muito contribuíram na fundação do CTG Porteira do Rio Grande, embora residissem no Sétimo distrito de Vacaria, localidade de Muitos Capões. Foram tradicionalistas atuantes e importantes para o inicio dos grandes rodeios da cidade de Vacaria.
O Quadro de Laçadores Tronco do Umbu encerrou suas atividades no fim dos anos 60. Muitos dos seus integrantes continuaram participando com o Quadro Os Veteranos de Muitos Capões e ainda permanecem com o mesmo garbo tradicionalista”
O informante, Nilson Hoffmann, complementa seu texto assim:
“Dados: Manoel Galvão dos Santos, está sepultado no Cemitério de Muitos Capões, pai de Albertino Nery dos Santos, Dinarte, Álvaro e Almedorina.
João Ferreira é vivo, atualmente com 104 anos, residente em Pinhal da Serra.”
Nilson nos mandou uma fotografia que registra a fundação do Quadro de Laçadores Manoel Galvão dos Santos, onde aparecem: José Alves da Costa, Delcides Nery dos Santos, Jonhy Guagnini, Albertino Nery dos Santos, João Lino Guagnini e José das Chagas.
(fonte Manoelito Carlos Savaris)

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